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2ª Semana 2ºDia REMOVENDO O OBSTÁCULO DA IDOLATRIA

REMOVENDO O OBSTÁCULO DA IDOLATRIA

O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus para viver em comunhão com Ele, como um adorador. Depois da queda que corrompeu a natureza humana, tornando-a pecadora, a idolatria representa a primeira e grande estratégia de Satanás de roubar a adoração que é devida exclusivamente ao Deus Criador. Em suas setas de pensamentos contrários a Deus, ele não negou Sua existência. Sutilmente buscou desviar a adoração do Criador para a criação.

Naturalmente o pecado está na origem de um entendimento entenebrecido. Ninguém foge à verdade Bíblica: “Eis que eu nasci em iniqüidade, e em pecado me concedeu minha mãe” (Is. 51:5). Nascido no pecado o homem manifesta naturalmente a natureza rebelde que, para Deus, equivale à idolatria “porque a rebelião é como o pecado de adivinhação, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria” (1 Sm 15:23).

A idolatria é a porta de entrada da maldição que se estende pelas próximas gerações do idólatra. É um grave pecado contra as primeiras cláusulas da aliança que Deus fez com o homem. Ele não deixa sombra de dúvidas quanto às suas conseqüências e o quanto Ele a abomina: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o YHWH teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam” (Ex 20:3-5).

A idolatria foi a causa da rejeição e destruição de povos. Foi a causa da desgraça e cativeiros do povo da aliança, Israel. Deus não tolera a idolatria e considera o homem indesculpável por praticá-la. Paulo revela isso ao declarar: “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (Rm 1:19-23).

As conseqüências de tal atitude por parte dos homens são descritas em termos fortes e amedrontadores:

· “Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si, pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente” (vs. 24,25);

· Deus abandonou as mulheres às “paixões infames” e se entregaram ao lesbianismo. “Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza” (v. 26);

· Deus abandonou os homens às “paixões infames” e se entregaram ao homossexualismo. “semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza” (v. 27);

· “Recebem em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” (v.27);

· “Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm” (v. 28).

O pecado da idolatria, que está na raiz e tem sua mais vil expressão no homossexualismo, desencadeia uma série de manifestações de rebelião do ser humano, descritas como: “Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem (Rm 1:29-32).

Esta lista até nos faz perder o fôlego e deve despertar em nós uma repulsa a todo cheiro de idolatria. Um objeto de idolatria é tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus em nossa vida, começando pelo próprio eu e passando por coisas, objetos, espíritos e pessoas. Temos que resistir a todo espírito de rebelião contra Deus que se esconde por trás dela. Urge levantarmo-nos contra a infiltração sutil dentro do próprio Cristianismo da desse espírito infame que desvia o foco de Deus para imagens, personagens bíblicos, históricos, ou mesmo líderes atuais e organizações. Não queremos encher as igrejas locais de pessoas que apenas aderem a uma organização ou seguem um líder humano, mas não se converteram em verdadeiros adoradores de YHWH; pessoas que não nasceram de novo e, portanto, não foram regeneradas em seu espírito.

Levantemo-nos hoje e confrontemos o espírito de idolatria que domina tantas vidas, ordenando que, em nome de Jesus, pelo poder do Seu sangue, solte seus cativos. Proclamamos que:

· A idolatria cai por terra diante do conhecimento de YHWH, o Deus único e verdadeiro e de Jesus Cristo, Seu bendito Filho, nosso Salvador.

· Só YHWH é Deus e Jesus Cristo o único caminho para Ele.

· O Nome de JESUS é exaltado acima de todo nome que se possa referir no presente ou no futuro, porque “em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At. 4:12).

· Diante da pregação da Palavra de Deus os pecadores terão suas consciências despertadas, serão convencidos do seu pecado de idolatria e, arrependidos, se prostrarão diante de YHWH e de Seu Filho Jesus, em adoração.

· As vidas alcançadas por essa luz rejeitarão toda raiz de idolatria em seus corações e eliminarão todos os objetos e sinais idólatras em seus corpos e suas casas, adorando a Deus “em espírito e em verdade.”

· Pelo poder do sangue de Jesus Cristo, o Cordeiro que foi morto e com Seu precioso sangue sem mácula venceu a Satanás e conquistou o direito de ser o Senhor dos homens, o espírito de idolatria é derrotado na vida de todo aquele que for exposto à pregação da Palavra do Deus vivo e verdadeiro.

A Ti, ó Deus, clamamos:

Sonda o meu próprio coração, como ceifeiro da luz, e revela se há em mim alguma raiz de idolatria. Arrependo-me até ao pó de todo e qualquer resquício das raízes desse espírito imundo em mim e rendo-me a Ti como o supremo foco da minha adoração. Antes que entre em guerra renhida contra o espírito de idolatria que escravizou meus irmãos, exponho-me à devassadora luz do Teu Espírito, clamando para que penetre os recônditos mais profundos do meu ser e traga à luz o escondido, para que eu o confesse e disso me arrependa e ande como adorador que não conhece Deus além de Ti. Então, faz de mim um instrumento poderoso para arrancar os idólatras do inferno e trazê-los à Tua presença rendidos a Ti, em sincera adoração.

2ª Semana Campanha dos Muros do Brasil

REMOVENDO O OBSTÁCULO DA CEGUEIRA ESPIRITUAL

A mente é o principal campo de batalha e lá são construídas terríveis fortalezas espirituais que cegam o entendimento. Paulo revela que Satanás está por traz dessa situação, ao declarar: “O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus (2 Co. 4:4). Ele influencia toda uma estrutura de raciocínio de modo que o entendimento se torna obscuro e as trevas da incredulidade e rebelião o aprisionam, impedindo a luz da compreensão do Evangelho.

A cegueira espiritual é também chamada “vaidade da mente” e “entendimento entenebrecido.” Isto gera a dureza de coração e a alienação de Deus com sua conseqüente insensibilidade ao pecado, que, por sua vez, leva o homem à prática desenfreada do pecado. Paulo explica: “E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza” (Ef 4:17-19).

O nível de cegueira produzida no entendimento dos incrédulos é de tal sorte que até religiosos são suas vítimas, mesmo diante da exposição às Sagradas Escrituras. Isto é demonstrado por Paulo ao referir-se aos israelitas: “O entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido” (2 Co. 3:14). Por isso há muitos que são religiosos, mas poucos nascidos de novo.

Deus, porém, nos confiou armas espirituais que têm o poder de penetrar a mente e demolir toda fortaleza inimiga para que a cegueira dê lugar ao brilho da revelação da Palavra de Deus. “Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” (2 Co 10:4-5).

Levantemo-nos, pois, para batalhar em oração a fim de que aqueles a quem levamos a Palavra de Deus passem pela real experiência de:

· Ter o entendimento aberto pelo próprio Cristo “para compreenderem as Escrituras” (Lc 24:5) e seu pensamento rendido a Jesus Cristo.

· Provar a nova aliança que não somente ilumina a mente, mas registra nela a Palavra viva, como está escrito: “…Porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo” (Hb 8:10).

· Conhecer o verdadeiro Deus e a Jesus Cristo, em quem está a vida eterna, até à plenitude de Deus. “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5:20). “E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus” (Ef 3:19).

Hoje nos posicionamos, trazendo nos lábios a Palavra de Deus, que é a espada do Espírito, “porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4:12). Com esta palavra fazemos guerra contra as hostes do inferno, atando e encadeando todo espírito de cegueira espiritual com seus pensamentos contrários ao Evangelho de Cristo. Resistimos ao “deus deste século” que “cega o entendimento dos incrédulos” e proclamamos o fim de seu domínio sobre cada vida exposta à luz de Deus pela pregação do Evangelho.

Nós, ceifeiros da luz, abrimos nossos lábios proféticos e, na autoridade do Nome de Jesus, diante de quem todo joelho tem que se dobrar, proclamamos que:

· Pelo poder do sangue do Cordeiro, que garantiu a salvação de todos os homens pelo preço da redenção pago através da Sua morte, sepultura e ressurreição, Satanás é agora vencido na vida de todos aqueles que estarão sendo expostos à pregação do Evangelho;

· As mentes dos ouvintes são agora liberadas de toda a prisão, em nome de Jesus, sendo iluminados os olhos dos seus corações, para que compreendam e aceitem a esperança do seu chamamento, para conhecerem as riquezas da glória da sua herança em Cristo Jesus (Ef. 1:18);

· Pelo poder do amor de Cristo que nos constrange, cada vida exposta à luz do Evangelho é despertada a amar ao Senhor seu Deus de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, e de todo o seu entendimento (Lc. 10:27), porque O reconhece como seu único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador.

A Ti, ó Deus, clamamos:

Que hoje, a revelação do Teu amor na cruz do Calvário, onde Cristo Jesus nos garantiu a redenção, brilhe na mente e no coração de todas as vítimas da infame cegueira produzida pelo deus deste século. Seja ele agora detido, paralisado e expulso de cada coração pela rendição do pecador a Ti. Enquanto obedecemos ao Teu chamado para pregar o Evangelho a cada criatura, que Tua luz, que é Cristo mesmo, entre e se torne residente em cada ouvinte e Tua paz (JESUS), que excede todo o entendimento, guarde os seus corações e os seus pensamentos em Cristo Jesus (Fp 4:7). Amém.

Valnice Milhomens

sidente em cada ouvinte e Tua paz (JESUS), que excede todo o entendimento, guarde os seus corações e os seus pensamentos em Cristo Jesus (Fp 4:7). Amém.

Valnice Milhomens

7º Dia Restaurando os Muros do Brasil em 52 dias…

TEMA DO DIA 15: DISCIPULADOR

O termo preferido para os seguidores de Jesus é “discípulo.” Enquanto no Antigo Testamento encontramos uma referência a discípulo, no Novo Testamento são mais de 250. O primeiro uso da palavra nos Evangelhos está em Mateus 5, no contexto do Sermão do Monte: “E JESUS, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a sua boca, os ensinava…” (Mt 5:1-2). O Mestre, discípulos, e ensino. Eis o quadro perfeito do ambiente onde o discipulado se processa.

O chamado para seguir a Cristo é sempre um chamado à posição de discípulo. Ele chega ao fim da jornada terrena e transfere aos que Ele mesmo discipulou a missão na qual se envolveu durante todo o Seu ministério: fazer discípulos (Mt. 28:19). Quem se torna discípulo de Jesus é chamado a se converter em um discipulador de vidas para Ele.

O vocábulo discípulo quer dizer simplesmente “aprendiz.” O Dicionário online Workpedia o define como “o que recebe disciplina ou instrução de outro; aluno. Pessoa que adota uma doutrina. O que segue as idéias ou imita os exemplos de outro.” Portanto, o discípulo de Cristo é:

· Quem é por Cristo instruído, adota Sua doutrina, segue suas idéias e O imita.

· Aquele em cuja vida o Mestre se reproduz. É a Sua extensão. Sua reprodução. A expressão de Sua vida.

· Aquele que reflete o caráter de Cristo e anda em Suas pegadas.

· O que abraçou o desafio do Mestre de renunciar a tudo e tomar a cruz: “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo” (Lc 14:26,27).

· Os que, ao crerem em Jesus, tomaram a firme determinação de viver a Sua exigência de discipulado: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos” (Jo. 8:31). PERMANÊNCIA NA PALAVRA DE CRISTO. Ele mesmo é a PALAVRA.

Jesus define o autêntico discípulo ao declarar: “Não é o discípulo mais do que o seu mestre; mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre” (Lc 6:40). Ser como o Mestre Jesus é o alvo de cada discípulo. Daí concluímos que o papel do discipulador é tomar pela mão aquele que decidiu ser discípulo de Jesus e conduzi-lo pelo processo de se tornar cada vez mais parecido com Cristo, em Seu caráter e Sua missão. Como? Acima de tudo, pelo exemplo, depois pelo ensino da Palavra de Deus, que é fonte de formação e direção.

Quando Jesus nos comissiona: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado…” (Mt. 28:19,20), deixa claro que nosso chamado é muito mais do que orar pelos perdidos, amá-los ou levá-los a tomar uma decisão de seguir a Cristo. É empenhar-nos em todo um processo da formação de Cristo (Gl. 4:19) no caráter do discípulo e equipá-lo para cumprir a mesma missão de formar novos discípulos, no espírito de 2 Timóteo 2:2: “Pois você deve ensinar aos outros essas coisas que você e muitos outros me ouviram falar. Ensine estas grandes verdades a homens de confiança que, por seu turno, as transmitirão a outros” (A Bíblia Viva).

O discipulador é aquele que se devota a dar tudo de si para que o discípulo alcance a maturidade em Cristo e a plenitude do seu potencial em Deus. É um pai ou uma mãe espiritual que se empenha para ver na vida do discípulo tudo quanto já experimentou em Cristo e, com ele, como companheiros de jornada, caminha rumo ao alvo do “conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef. 4:13). E isso em temor e tremor, consciente de que é apenas um irmão mais velho do novo discípulo, ainda em processo de formação.

O discipulador é um discípulo de Cristo que, porque já abraçou as exigências do discipulado e as busca viver, pode tomar a mão do novo discípulo e encorajá-lo no processo de aprendizagem. Porque vem percorrendo o caminho, pode conduzi-lo com segurança pela força do exemplo e do ensino paciente e perseverante.

O verdadeiro discipulador aprende a:

· Captar a visão do mundo perdido, vendo o pecador como Deus o vê: Vidas sem Cristo, separadas da Igreja, “estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo” (Ef. 2:12);

· Amar o pedido como Jesus o ama, até as últimas conseqüências;

· Interceder pelo perdido com amor e zelo até que seja salvo;

· Ser o canal nas mãos de Deus para que os homens conheçam a Cristo pela pregação do Evangelho;

· Entrar no mais profundo nível de intercessão, identificando-se com o Espírito Santo em Seus “gemidos inexprimíveis” a fim de gerar filhos verdadeiros para Deus;

· Assumir a paternidade (maternidade) espiritual junto aos discípulos que Deus lhe deu.

Quem seguiu este caminho certamente possui as marcar de um autêntico discipulador. Hoje, pois, chegando ao término da primeira semana dos 21 dias de jejum e oração, focados na pessoa do ceifeiro, queremos levantar o mais profundo clamor, com toda a intensidade do nosso ser:

Senhor Jesus, sou teu (tua) discípulo (a). Com toda intensidade do meu ser quero ser discípulo(a) verdadeiro(a), isto é, permanecer em Ti e nas Tuas palavras. Ser como Tu. Refletir Tua vida e envolver-me em Tua missão. Ecoam nos meus ouvidos Tua ordem a mim: “Fazei discípulos.” Quero mergulhar em Tua própria vida, sentar-me aos Teus pés em profunda contemplação e aprender de Ti os caminhos do discipulado no modo como formaste os Teus discípulos na Terra. Deixa-se absorver a motivação e o espírito que te moviam na formação dos discípulos até que veja em mim e naqueles que me dás as marcas da Tua própria vida e ministério. Hoje Te digo novamente sim para devotar minha vida em alegre obediência na missão de fazer discípulos para Ti, como um modo de viver.

Valnice Milhomens

P.S. Compartilho uma palavra de Bill Bright ao comentar 2 Timóteo 2:2. No original em inglês o tema é: “Características dos homens idôneos.” Peço permissão para adaptá-la para as características de um discípulo, que se aplicam integralmente às marcas de um discipulador.

CARACTERÍSTICAS DE UM DISCIPULO

1. Um discípulo deve ter a certeza da salvação. Deve saber que é um filho de Deus, que Cristo mora dentro dele.

2. Um discípulo anda na plenitude e poder do Espírito Santo. O Espírito Sagrado é responsável para tudo que acontece na vida de um crente: seu novo nascimento, andar diário, compreensão das Escrituras e orações. Ele produz o fruto do Espírito em nós, que nos capacita a ter vidas santas e a testemunhar de Cristo.

3. Um discípulo demonstra amor a Deus, seu vizinho, seus condiscípulos e seus inimigos. Jesus manda-nos amar a Deus de todo nosso coração, com toda nossa alma, com toda a nossa mente, e Ele também nos manda amar nosso próximo como a nós mesmos.

4. Um discípulo é alguém que sabe como ler, estudar, memorizar e meditar na Palavra de Deus, esconder suas verdades no seu coração. É impossível andar na plenitude de Espírito Santo de Deus sem um entendimento de Sua Palavra. O contrário é também verdadeiro: você não pode compreender a Palavra de Deus sem o Espírito Santo.

5. Um verdadeiro discípulo de Jesus é um homem ou mulher de oração. O Senhor Jesus Cristo, que gastou 40 dias em oração e jejum no deserto, é nosso grande exemplo disto.

6. O discípulo é alguém obediente, que estuda a Palavra de Deus e obedece aos Seus mandamentos num estilo de vida que honra o Senhor Jesus Cristo.

7. Um discípulo é alguém que confia em Deus e leva uma vida de fé. As Escrituras lembram-nos isso: “Sem fé é impossível agradar a Deus”.

8. Um discípulo entende a graça de Deus. Deus ama-nos incondicionalmente, se nós o obedecemos ou não. Isto é o contrário do legalismo, a heresia primária da vida cristã, que nos aconselha a tentar obedecer as leis do Deus em nossa própria sabedoria, força, e poder.

9. Um discípulo é alguém que testemunha de Cristo como um modo de vida. Como cristãos devemos dar frutos, de acordo com João 15:8. Isto inclui tanto o fruto de almas levadas ao reino de Cristo como o fruto do Espírito.

10. Um verdadeiro discípulo do Senhor Jesus adora a Deus no companheirismo da Sua igreja. É envolvido em Sua Igreja através do estudo, adoração, oração, testemunho e a mordomia do seu tempo, talento e tesouro.

6º Dia, Tema sobre Restauração dos Muros do Brasil

TEMA DO DIA 14: PATERNIDADE ESPITITUAL

Quando Paulo declara: “Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome” (Ef. 3:14,15), fala do espírito de paternidade que é parte do caráter de Deus e dos mais profundos laços de relacionamento entre os homens: a família.

Deus é Pai. Toda paternidade e maternidade autênticas são expressão do Seu ser. Do pai procede a vida, o alimento, o cuidado, a proteção, o amor. Porque os pais desejam filhos, geram-nos em amor. Não medem o sacrifício de sua formação, mas têm prazer neles em todas as fases do seu crescimento. Quem entenderá o amor de uma mãe que, mesmo sofrendo tanto, deseja um filho, e quando o toma nos braços não mais se lembra de toda a dor para trazê-lo à luz? Sua formação demandará muito investimento, sacrifício e trabalho. Todavia, o que importa? O que não se fará por um filho?

“Toda verdade é paralela.” Somos chamados a ser pais e mães espirituais, dominados pelo mesmo espírito de amor. Paulo encarnou esse espírito. Com que zelo, intensidade e profundidade de sentimento ele exclama: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl. 4:19)! Que ternura! O modo de dirigir-se aos seus filhos em Cristo revela quão forte era seu senso de paternidade espiritual. Não admira que se doasse sem reservas à missão de trazer à luz filhos para Deus, mesmo ao custo de muito sofrimento. Todavia, com gozo, porque o amor de pai era sua constante motivação, ao ponto de dizer: “Agora me regozijo no meio dos meus sofrimentos por vós, e cumpro na minha carne o que resta das aflições de Cristo, por amor do seu corpo, que é a igreja” (Cl 1:2).

Porque era um verdadeiro pai, Paulo podia admoestar: “…mas admoesto-vos como meus filhos amados. Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo” (1 Co. 4:14-15). Para o apóstolo cada novo crente era o fruto de uma gestação espiritual. Ele assumia a paternidade espiritual de cada um deles:

· De um escravo fugitivo de seu senhor disse: “meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões” (Fm 10).

· A uma Igreja cheia de problemas rasga o coração de pai: “Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos. Ora, em recompensa disto, (falo como a filhos) dilatai-vos também vós” (2 Co 6:12,13).

· Em seu zelo para livrar uma igreja do engano desperta a memória à sua atitude de pai: “Antes fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos. Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto nos éreis muito queridos. Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga … Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos” (1 Ts. 2:7-11).

· De um companheiro no ministério, que ele mesmo gerou e formou, diz: “Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor…” (1 Co. 4:17).

Vivemos uma crise de paternidade e maternidade, não somente entre as famílias, mas também na Igreja. Por isso faltam filhos legítimos. Por isso os convertidos não são retidos e o caráter de Cristo não é neles formado. Os líderes religiosos querem multidões em seus templos e usam de mecanismos vários para o conseguirem. Mas Deus busca os pais e as mães que pagarão o preço de gerar filhos espirituais e percorrer todo o trabalhoso e exigente caminho de:

· Vê-los nascidos de novo em um encontro marcante com Deus, como resultado de todo um investimento em jejum, oração e ministração;

· Amá-los sempre, mesmo em suas inconstâncias, rebelião e deficiências de caráter, e nunca rejeitá-los;

· Seguir com eles, passo a passo, no decorrer de muitos anos, o caminho da formação do caráter de Cristo para os apresentar “perfeitos em Cristo.”

· Guiá-los com amor e paciência por todo o processo do discipulado, ganhando-os para Cristo, consolidando-os na fé, treinando-os para cumprir a missão e enviando-os como canais do amor de Deus ao mundo;

· Devotar-se a cada filho espiritual com o mesmo zelo expresso por Paulo em sua confissão: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; pois vos desposei com um só Esposo, Cristo, para vos apresentar a Ele como virgem pura” (2 Co 11:2).

Hoje queremos clamar: Pai, dá-me um batismo de paternidade (maternidade) espiritual. Que eu deseje filhos espirituais com a intensidade que pais apaixonados geram seus filhos. Que eu os ame com a mesma intensidade do amor incondicional que “tudo sofre, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba.” Que eu não meça sacrifício no cuidado devotado e consistente a cada filho espiritual que me dás, mas que eu lhe devote todo o amor e cuidado para que ele se firme na fé e cresça espiritualmente saudável. Que eu seja capaz de dar a minha vida, com alegria, por minha descendência espiritual. Que eu seja um canal livre do Teu próprio amor e da Tua paternidade, no trato com os que, pela Tua graça, gerarei em Cristo.

Valnice Milhomens

PATERNIDADE (MATERNIDADE) ESPIRITUAL

1 Coríntios 4:14-21

Um pai (mãe) espiritual admoesta em amor (1 Co. 4:14; 1 Ts. 2:11,12)

Um pai (mãe) espiritual reproduz vida na vida de outros (1 Co. 4:15). Pai é o que se reproduz.

Um pai (mãe) espiritual é um exemplo (1 Co. 4:16,17a).

Um pai (mãe) espiritual ensina (1 Co. 4:17b).

Um pai (mãe) espiritual disciplina (1 Co. 4:18-21)

Quinto dia Restaurando os Muros do Brasil em 52 Dias

TEMA DO DIA 13: DORES DE PARTO ESPIRITUAL

Quando o apóstolo Paulo diz ternamente ao Gálatas: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl. 4:19), sugere que as sofreu para que eles nascessem de novo. Como as sofreu? Na labuta da intercessão com “gemidos inexprimíveis” gerados em seu ser pelo próprio Espírito Santo.

Ninguém fabrica as dores de parto, nem decide quando elas chegam. Elas são o resultado de um processo de gestação e maturação. Assim no reino espiritual. Devotamo-nos a olhar para o perdido e começamos um processo de gerar filhos pela intercessão e pregação da Palavra de Deus. Num determinado momento o Espírito de Deus nos toma em “dores de parto” de intercessão. A compaixão de Deus se apodera do nosso ser e agonizamos a favor das almas até que sejam geradas em Cristo.

A verdadeira intercessão tem dois lados: um de confronto e outro de encontro. Confrontamos as trevas e encontramo-nos com Deus a favor de quem é alvo de nossa intercessão. Há forças espirituais que cegam e prendem os perdidos porque “o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co. 4:4). Portanto, o intercessor guerreia contra o inimigo e exerce a autoridade do Nome de Jesus para ordená-lo a soltar as vidas. Mas as forças que prendem o perdido operam também através da resistência natural da natureza pecadora. Por esta razão precisamos gerar, pela intercessão que se identifica com a situação do perdido, sua redenção incondicional a Cristo. E isso demanda “dores de parto.”

Paulo, ao usar a figura “dores de parto,” ressalta a intensa e profunda batalha de intercessão brotada de um coração que

· Tem uma visão clara do estado de perdição dos homens;

· Aprendeu a amar os pedidos até as últimas conseqüências;

· Assumiu um compromisso de intercessão por eles até que sejam salvos;

· Dispôs-se a ser o canal nas mãos de Deus para que conheçam a Cristo pela pregação do Evangelho e

· Entra no mais profundo nível de intercessão, identificando-se com o Espírito Santo em Seus “gemidos inexprimíveis” para que a vida de Deus seja neles gerada.

Só filhos vindos à luz pelas “dores de parto” são legítimos. Paulo usa uma alegoria interessante para dizer que “Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa. O que se entende por alegoria; porque estas são as duas alianças; uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar” (Gl. 4:22,23).

Talvez gostássemos de ter muitos filhos espirituais, mas sem pagar o preço de gerá-los e sofrer as “dores de parto” para que de fato Cristo seja formado neles. Ocorre que não somos chamados a fazer membros de Igreja, mas autênticos discípulos de Cristo, que passam por real novo nascimento. Isto quer dizer, uma transformação de natureza. Sem a concepção da vida de Cristo e o novo nascimento não há filhos, e sim escravos.

Vale a pena participar dos sofrimentos de Cristo para gerar filhos legítimos. Filhos por quem sofremos as dores de parto da intercessão

· Passam por uma experiência radical de conversão e têm um encontro real com Cristo;

· Manifestam os frutos do arrependimento por uma mudança visível de vida;

· Apaixonam-se por Deus, por Sua palavra e pelas almas perdidas;

· Reconhecem seus verdadeiros pais espirituais e buscam imitá-los na fé.

Certamente não queremos gastar nossa vida juntando pessoas à nossa volta e com elas formando uma caricatura de Igreja. Queremos ser canais de Deus para trazer filhos verdadeiros à luz, que refletirão o caráter de Cristo e se envolverão com Sua missão de buscar e salvar o perdido. Portanto, buscaremos encarnar o espírito paulino de intercessão em alto nível, oferecendo-nos ao Espírito Santo para ser seus canais intercessórios diante do Pai, dispostos a sofrer as “dores de parto” para que se levante uma geração de discípulos em cujo caráter Cristo seja formado.

Hoje queremos clamar: Jesus, quem poderá medir o grau do Teu sofrimento para arrancar-nos do inferno e transformar-nos em filhos de Deus que buscam refletir o Teu caráter? Penoso foi o trabalho da Tua alma e ainda assim o enfrentaste com amor e alegria. Consideraste o fruto do Teu sacrifício e bebeste até a última gota do cálice de sofrimento por minha redenção. Hoje pertenço a Ti. Estás sendo formado em mim. Ofereço-me agora para gerar vidas em Ti e sofrer as dores de parto da intercessão para que os perdidos sejam arrebatados do inferno e transportados para o Teu Reino de amor. Quero seguir os Teus passos na doação de mim mesmo para trazer filhos de Deus à luz.

Valnice Milhomens

Tema do Quarto Dia Levantando os Muros do Brasil em 52 Dias

TEMA DO DIA 12: CANAL DE SALVAÇÃO

Jesus veio ao mundo “para buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc. 19:10). Manifestou-se na terra para “destruir as obras do diabo” (1 Jo. 3:8). Pelo poder de Sua encarnação, morte, sepultura e ressurreição abriu o caminho de redenção para todos os homens. Ressurreto, retornou ao Pai, assentando-se à Sua direita. Antes, porém, revelou como a busca e salvação do perdido se tornaria uma realidade e como as obras do diabo seriam destruídas na vida dos homens: pela pregação do Evangelho.

Jesus proveu a salvação. Mas só é salvo quem nEle crê. “Pela graça sois salvos, por meio da fé” (Ef. 2:8,9). Como, porém, alguém crerá no desconhecido? “A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Cristo” (Rm. 10:17). Por isso Ele comissionou os Seus discípulos a:

· PREGAR O EVANGELHO: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc. 16:15,16).

· FAZER DISCÍPULOS: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado…” (Mt. 28:19,20).

· PREGAR O ARREPENDIMENTO: “E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. (At. 24:27).

· SER TESTEMUNHAS NO PODER DO ESPÍRITO SANTO: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra” (At. 1:8).

O plano de redenção obedece ao modo de Deus trabalhar em parceria com os Seus. Cristo abriu o caminho de volta a Deus. Mas para que os homens o encontrem Ele precisa dos canais que tornarão conhecida a boa nova de que Deus, em Cristo, salva os pecadores. Os discípulos de Cristo, que um dia provaram o Seu amor e foram salvos, são constituídos em CANAIS do amor, da graça, do perdão, da misericórdia, da redenção de que um dia foram alvo. Uma vez salvos, canais de salvação para sempre.

· Se captamos a visão de Deus do perdido e podemos vê-lo que Ele o vê;

· Se recebemos o amor de Deus pelos que perecem, e fomos inundados pela Sua compaixão que se move para mudar a situação,

· Se nos convertemos em intercessores que se identificam com a realidade daqueles por quem oramos,

· Oferecer-nos-emos como canais de redenção.

Somos a boca de Deus na terra. Somos a resposta à nossa própria oração. Somos a resposta ao clamor de Jesus quando, “vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor. Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara” (Mt. 9:36-38).

Diante do clamor do mundo perdido e da confiança que Jesus depositou em nós, só há um caminho:

· Responder como Isaías a Deus: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is. 6:8).

· Seguir o exemplo de Paulo: “Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho… Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm. 1:14-16).

Hoje, que Deus faça arder nosso coração com essa chama e conheçamos o que Jeremias provou: “Se eu disser: Não farei menção dele, e não falarei mais no seu nome, então há no meu coração um como fogo ardente, encerrado nos meus ossos, e estou fatigado de contê-lo, e não posso mais” (Jr. 20:9). Esse fogo em nós impedir-nos-á de cometer o crime do silêncio diante de vidas preciosas que caminham para a perdição. Conservar-nos-á sob a compelidora convicção de que “não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido” (At. 4:20).

Hoje queremos clamar: Pai, assim como a água da fonte corre pelo leito levando vida por onde passa, faz-me canal da Tua vida e da redenção que há em Cristo Jesus. Que todos os homens a quem eu chegar ou que vierem a mim possam beber dessa vida residente em mim. Quero viver na terra como Teu leito transparente que transporta ao coração dos perdidos esperança e salvação. Incendeia o meu coração de paixão por Ti e por todos os homens e devotar-me-ei a ser um canal de formação de verdadeiros discípulos de Jesus. Jesus, vive em mim e através de mim Tua vida, no poder da Tua ressurreição e serei simplesmente Teu canal, Teu leito e o eco da voz diante de todos os homens.

P.S. Terminando de escrever esta meditação ouvi o toque da entrada de um e-mail. Li a mensagem enviada e chorei copiosamente. Ela ilustra o espírito do canal de Deus sensível ao Seu Espírito em todo o tempo. Compartilho-a.

O ÚLTIMO FOLHETO!!!

Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos. Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:

-‘Ok, papai, estou pronto. ‘ E seu pai perguntou: -‘Pronto para quê?’ -‘Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. ‘ Seu pai respondeu: -‘Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. ‘ O menino olhou para o pai surpreso e perguntou: -‘Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?’ Seu pai respondeu: -‘Filho, eu não vou sair nesse frio. ‘ Triste, o menino perguntou: -‘Pai, eu posso ir? Por favor!’ Seu pai hesitou por um momento e depois disse: -‘Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. ‘ -‘Obrigado, pai!’ Então ele saiu no meio daquela chuva.

Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via. Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta. Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente: -‘O que eu posso fazer por você, meu filho?’ Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este

pequeno menino disse: -‘Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. ‘ Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora. Ela o chamou e disse: -‘Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!’

Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou: – ‘Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?’ Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto. – ‘Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver. Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei: -‘Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. ‘ Eu esperei e esperei, mas a campainha parecia tocar cada vez mais alta e era mais insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei: -‘Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. ‘ Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta. Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim: -‘Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. ‘ Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto. Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem – eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!! Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. ‘

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.

Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho… Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho Jesus viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome. J E S U S

Tema Terceiro dia de Jejum 52 dias Construção dos Muros do Brasil

TEMA DO DIA 11: INTERCESSÃO
Todo propósito, palavra, visão, projeto de Deus, antes que se materialize na terra tem que ser primeiro gerado, pelas intercessões dos aliançados com Ele, movidos pelo Seu Espírito e respaldados pela Sua Palavra. “Os céus são os céus de YHWH; mas a terra a deu aos filhos dos homens” (Sl. 115:16). Ele escolheu trabalhar na terra através dos filhos dos homens. Há um princípio na intercessão dos homens junto a Deus. Interceder é pleitear a causa de outro como se fora sua. Há revelação tão impressionante sobre o assunto quanto Ezequiel 22:3? “E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.” Ele quis dizer: busquei um modo de executar o juízo e não encontrei. Um só homem na posição de intercessor impediria a destruição.
Um dos mais vivos exemplos de intercessão é Moisés diante de Deus depois do pecado de idolatria do povo e a ameaça de sua destruição: “Assim tornou-se Moisés a YHWH, e disse: Ora, este povo cometeu grande pecado fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito” (Ex. 32:31,32). Em outras palavras, “trata este povo com a graça com que me tens tratado; do contrário, castiga-me com a sua sentença, pois não poderei suportar sua destruição.”
A intercessão real é fruto da identificação. Deus busca os intercessores para impedir que a destruição do pecado seja aplicada. Samuel considerou pecado não permanecer na brecha da intercessão, ao declarar: “E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra YHWH, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito. (1 Sm. 12:23).
O intercessor é a expressão do ministério de Jesus e do Espírito Santo como intercessores. Do Espírito é dito: “o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos” (Rm. 8:26,27). Quanto a Jesus, “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles” (Hb. 7:25).
Jesus ocupa hoje o ofício de intercessor, junto ao Pai. O Espírito Santo é intercessor em nós. Se chegarmos à presença do Pai, conduzidos pelo Espírito Santo, certamente os pesos das intercessões de Jesus e do Espírito virão sobre nós e, movidos pela Palavra que revela que a vontade do Pai é que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade, seremos na terra o eco das intercessões feitas no céu. Pelo ministério do Espírito Santo em nós, Céu e Terra se unirão diante do Pai: Jesus, o Espírito e nós, orando a mesma coisa. Esse tipo de intercessão mudará o quadro.
Hoje nosso clamor é para que o espírito de “graça e súplica” venha sobre nós e nos convertamos em intercessores por este mundo perdido.
• Se captamos a visão de Deus do perdido e podemos vê-lo que Ele o vê;
• Se recebemos o amor de Deus pelos que perecem, e fomos inundados pela Sua compaixão que se move para mudar a situação,
• Mergulhar–nos-emos no espírito da intercessão que se identifica com a realidade daquele por quem oramos, como fez Moisés, Samuel, Daniel, Esdras e Paulo.
Paulo testifica: “Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo): Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração. Porque eu mesmo desejaria ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne… (Rm. 9:1-3). Em outras palavras: “Se a minha perdição pudesse ajudar na salvação do meu povo, eu preferiria ser perdido para que ele fosse salvo.” Somente quem conheceu o coração de Jesus e do Espírito Santo a favor dos pecadores pode provar tal grau de identificação na batalha intercessória pela salvação dos perdidos.
Hoje queremos clamar novamente: Jesus, dá-me o Teu coração pelo perdido! Quero mergulhar tão profundamente em Tua presença que consiga captar em meu espírito teu sentimento e clamor pelo mundo que perece. Quero ser na terra o intercessor que se coloca na brecha diante do Pai a favor do meu povo condenado à perdição. Perdoa-me por olhar para os pecadores com os olhos enxutos. Batiza-me agora com o espírito da intercessão que te domina. Movam-se minhas entranhas com as dores de parto a favor dos perdidos e seja eu o eco dos gemidos inexprimíveis do Espírito em intercessão pela redenção dos meus irmãos em trevas.

Valnice Milhomens